Monday, February 9, 2009

Revistas da treta

Ao ler o blog do actor Bruno Nogueira, deparei-me com a seguinte informação: parece que a taróloga e comentadora Maya, fez uma operação qualquer aos seios. Uma revista dignou-se a acompanhá-la durante o procedimento e a visada permitiu que tal acontecesse. O Nogueira diz que a Maya não passa de uma prostituta mediática e a bem da verdade, concordo com ele e junto-me ao coro daqueles que se insurgem contra a banalização dos "romances das revistas do coração".
Por 2.50 euros, compra-se uma revista onde aparecem entrevistas com gente supostamente famosa. Á partida seria interessante, não fosse a verborreia oral com a qual nos deparamos na maior parte das vezes. Não me interessada nada saber qual a cor preferida da gaja que faz os Morangos com Açúcar. Ou que a Elsa Raposo pela milésima vez, afirme que agora é que encontrou o homem certo. Também me estou nas tintas para os motivos que levaram a filha do ex-apresentador pedófilo, para o Brasil.
Acho que menos futilidade e mais palavras profundas iam bem. Confesso que já gostei muito de ler esse tipo de revistas. Era uma das minhas formas de escape. Mas ultimamente, vejo tanta merda, tanto vazio, tanto vaidosismo e tanto nada, que fico enjoada só de olhar para as capas.
É um ciclo que envolve os intervenientes, a publicação e os leitores. É um ciclo vicioso de fofoca e de arregalamento da vista. No fundo, essas ditas revistas do coração, reflectem a treta de mundo em que vivemos. Mundo este que se agarra ferozmente às aparências e ao dinheiro. De gente que se queima nesta fogueira de vaidades sem olhar a quem.

Gosto de filmes singelos e doces. Filmes de palavras e imagens ternas. Filmes que me prendam ao ecrã e me façam entrar em extâse mental. "O estranho caso de Benjamin Button" é uma dessas películas que me amacia a alma e faz derramar algumas lágrimas e é até agora, o melhor filme que vi este ano.

Eis do que trata o filme:“Eu nasci sob circunstâncias pouco usuais". E assim começa “O Estranho Caso de Benjamin Button” (The Curious Case of Benjamin Button), adaptado a partir da história de F. Scott Fitzgerald, sobre um homem que nasce com oitenta anos e regride na sua idade. Um homem, como qualquer um de nós, que é incapaz de parar o tempo. O filme conta a história de Benjamin (Brad Pitt) e da sua incomum viagem, das pessoas e lugares que descobre ao longo do seu caminho, dos seus amores, das alegrias da vida e da tristeza da morte, e daquilo que dura para além do tempo."

Espero que o Brad Pitt leve o Óscar. Bem o merece!


Se quiserem saber mais, cliquem em: http://www.benjaminbutton.com.pt/

Tenho medo. Medo de me apaixonar...

Wednesday, January 28, 2009

Também eu tenho o meu lado fútil. E odeio passar uma noite inteira à mesa, a falar unicamente sobre assuntos sérios. Política, economia, sociedade, filosofia e coisas do género. Claro, de vez em quando gosto de falar sobre esses assuntos, acho importante estarmos a par da opinião dos outros e sobre o que nos rodeia. Mas confesso que muitas vezes, também gosto de conversar sobre relacionamentos, comida, viagens ou sobre nada de nada. Apenas a dizer parvoíces do estilo: "olha olha, o vestido da fulana". Ou " só me apetece miar".
Esta vida é dura demais e já chegam as oito horas no trabalho em que se fala sempre à séria. Portanto, uma boa futilidade de vez em quando faz bem e recomenda-se!

Volto para casa ou fico mesmo por aqui?
Hoje sonhei que me tinhas ido buscar a casa. Levavas-me pela mão enquanto perguntava para onde me levavas. Dizias-me apenas para confiar em ti e conduzias-me por caminhos escuros e rodeados de árvores. Não se ouviam os nossos passos. Eras só tu e eu, pisando as folhas secas, vestidas com os nossos pijamas. Então parámos numa clareira, onde o brilho da lua reflectia inúmeras sombras. Senti um abraço e era a Marta. Sorria para mim com aquele ar traquina do costume.
Olhei para o lado e lá estava a Lwena. De braços abertos e olhos molhados. Abraçou-me com força e disse: "ainda bem que voltaste".
Depois senti um afago forte no cabelo. Era o Frederico de viola no braço. Vinha com a Sílvia e o David. Cantavam os três. Acho que era o hino da amizade.
Andei um pouco em direcção à luz e avistei a Yuko, de olhar sereno e longos cabelos. Abracei-a como se o sonho pudesse terminar ali mesmo. "Sinto imensas saudades tuas", disse-lhe eu.
Então vi o Marco aproximar-se. Com aquele andar determinado e sorriso introvertido. Beijou-me as faces e à medida que mostrava os dentes brancos gritava: "é desta que ficas connosco, não é?".
Estava prestes a responder-lhe quando acordei sobressaltada pelo calor. Vieram-me as lágrimas aos olhos, mas estava com o coração alegre. E este sonho tem-me alimentado ao longo deste dia. E sinto como se estivesse estado de verdade com eles...