Thursday, October 23, 2008

Não sei se receio a morte ou a vida

Evito pensar na morte. Dói-me a sua definição.
Penso mais vezes na vida. Nesta vida que ando a levar. Na vida que as pessoas levam.

A ideia de morrer angustia-me. Pesa-me aqui dentro. Dentro de mim.
Viver tem os seus segredos e esperanças. Esperança de um dia o teu caminho se cruzar com o meu. E acho que é por isso que também vivo.

Não me imagino morta. Fechada dentro de um caixão. Á disposição dos vermes e da intemporalidade.
Mas imagino-me velha. De cabelos brancos e sorriso sábio. De quem amou e foi amada.

Sim, pensar na morte fere-me. Pensar que nunca mais existirei. Pensar que nunca mais irei sentir dor ou frio.
A vida também me dói por vezes. Como quando chamaste-me fria e calculista. Mas estavas zangado e só por isso a ferida sarou sem que eu tivesse de a lamber.

Este desconhecimento profundo em relação à morte é estranho e magnético ao mesmo tempo. Não sei se depois de partir, irei directamente para os portões de Hades. Ou se o meu destino será a casa do todo-o-poderoso.

Mas nesta vida não acredito em Deus nem no Diabo. Nesta vida sou o que vejo e por vezes sou apenas o que sinto...

2 comments:

manhã said...

a morte é só pensada a partir da vida, seja qual for a vida, essa de que falas não é má, pensar num amor que há-de chegar, viver só vale a pena se amarmos senão é branco ou cinzento, sem dor mas também sem alegria.

jotabloguer said...

Clara: Não penses na Morte! Ela é uma inevitabilidade mas deixa essa parte para mais logo!
Agora necessitas pensar na Vida, no Amor, nas Cumplicidades, olhar com olhos de ver, abertos aos nossos "redores", enfim respirar e usufruir todos estes momentos terrenos, porque na verdade estamos por aqui e por aì, de passagem!
E como gosto de ver e viver...!
Tem um bom domingo!
beijinho para Ti!
Jorge